OPÇÃO REACIONÁRIA FASCISTA PREVALECE E P.M. CIRCULA NO CAMPUS DA USP

Meu artigo que versava a respeito da presença opressora da Polícia Assassina e Terrorista no Campus da USP, publicado neste sítio, causou repercussão em várias mídias. Como já era esperado, o impacto foi positivo nos meios libertários e progressistas desvencilhados do Grande Capital. Nesta atmosfera de discussão democrática pudemos mais uma vez comprovar a manifesta superioridade intelectual da esquerda frente ao ranço autoritário da direita racista e genocida.

fora-pm-uspA blogosfera independente foi capaz de processar o factóide montado com base no suposto crime de assassinato que teria acontecido nas proximidades do sistema bancário da Avenida Luciano Gualberto, na Cidade Universitária. Ao mesmo tempo, a esquerda pôde captar e desnudar o oportunismo dos alunos ultra-reacionários da FEA, POLI-USP e de outros enclaves cripto-fascistas que ainda resistem na Universidade.

Previsivelmente, estes núcleos da extrema-direita uspiana lançaram mão daquela ocorrência (não elucidada mas certamente causada pela desigualdade social) para seu uso como instrumento de cooptação e pressão da opinião popular. Esta iniciativa contra-informativa utilizou os meios da imprensa golpista patrocinada pelos Barões da Mídia e visou permitir a entrada da Polícia Militar assassina e fascista que visa estabelecer a segurança apenas dos que detêm o capital.

Sou morador do CRUSP desde a década de 60 e tenho sido perseguido politicamente pela Reitoria Nazi-Tucana e por outros agentes imperialistas que vem impedindo minha conclusão do curso na FFLCH, sempre utilizando de táticas de retaliação e preconceito. Desde aquela época, pude presenciar episódios semelhantes, como aquele que se deu durante o recrudescimento do Regime Militar. Àquela época, os serviçais estadunidenses pagos pela CIA e pelo Mossad e que tomaram o país pela força ofereceram a desculpa de que o policiamento no campus era necessário devido à existência de práticas de corridas automobilísticas ilegais.

O fato da existência dos “rachas” seria facilmente resolvido com a instalação de obstáculos (quebra-molas), todavia seguiu a este pretexto a instalação diuturna dos agentes do sistema tais como DOPS, DOI-COI e outros aparelhos repressivos, que circulavam pela Universidade com suas peruas Chevrolet Veraneio pretas, 6 cilindros e com vidros fumê, em cujos porta-malas vários amigos e companheiros revolucionários entraram e dali desapareceram de uma vez para sempre.

A repetição deste estado opressivo demonstra que São Paulo e particularmente a Universidade de São Paulo, assiste a volta do Regime Militar. Assisto, com amargura, aos meus netos, também moradores do Bloco C, USP, serem submetidos a mesma perseguição a que fui submetido pelo sistema que oprime a tudo e a todos orquestrado pela Reitoria Imperialista e pelas empresas transnacionais.

Em última visitação à Favela São Remo, nossa ONG, formada por mim e por meus filhos e netos, moradores do CRUSP e estudantes na USP, recolheu relatos emocionantes das vítimas do capitalismo, do racismo, da política insana de criminalização do tráfico de drogas e da exclusão social. Em um dos relatos, uma vítima da injustiça dinheirista explica como que a total marginalização imposta pela desigualdade social acabou por levá-lo ao caminho daquilo que a sociedade burguesa convencionou chamar de “crime”.

Sem emprego, sem esperança e sem dinheiro, a vítima nos explica que foi obrigada a comprar 5 fuzis AR-15 e mais 5 Kalashnikov AK-47, contratar trinta funcionários para segurança da boca, oito toneladas de cocaína, subornar dezesseis policiais civis e adquirir um lança-míssil para defesa contra helicópteros da Polícia Burguesa. Não pode haver prova mais inequívoca de que a criminalidade é gerada pela falta de opção naturalmente criada pelas contradições do Capitalismo.

Abaixo a Polícia do PSDB!
Fora o Sistema Repressor do Campus da USP!
Viva a Revolução Socialista permanente e Mundial!

Siga Comunistas Caricatos no Facebook, kamarada!

FECHAR