O video-jogo enquanto ferramenta a serviço do Império Ianque

Camaradas, venho aqui neste artigo debater coletivamente convosco um assunto de extrema importância que tem íntima relação com nossa causa altruísta em prol da socialização planetária. Nem mesmo o santo Marx foi capaz de prever que tipos de artifícios pró-capital seriam utilizados pela elite a fim de manter seu “status quo” na liderança imperialista das grandes potências. A manipulação das grandes massas instituída através das plataformas midiáticas para controle social e empobrecimento contínuo do proletariado mundial não é um problema de pouca relevância e deve ser intensamente combatido pelo Estado de esquerda pelas maneiras como forem mais convenientes à causa coletiva. Falsos valores burgueses como a liberdade de expressão e a propriedade privada são obstáculos que devem ser transpostos para a formação de um mundo mais justo fundamentado nos ideais stalinista-leninistas.

A extrema-direita reacionária ligada as forças armadas e as grandes corporações dos EE.UU. faz uso de diversos métodos de propaganda para disseminar seus ideais contra-revolucionários. A mais nova arma nas mãos dos grandes empresários está engatilhada em direção ao público jovem. São os conhecidos video-jogos – aparelhos eletrônicos direcionados principalmente à classe média dos países desenvolvidos exploradores do terceiro mundo.

Um dos jogos mais conhecidos e jogados atualmente, Call of Duty, ironicamente traduzido como “Chamado ao Dever (Militar)”, é um apelo imediatista aos reforços do exército militar da OTAN, escandalosa propaganda de guerra criada para reforçar a ação violenta e cruel que diariamente dizima milhões de iraquianos inocentes no Oriente Médio.

O jogo é basicamente um treinamento realista de guerrilha, onde o usuário incorpora fuzileiros estadunidenses e britânicos engajados em matar centenas de soldados soviéticos e afegãos sob o suposto pretexto de possuírem armas nucleares. O jogador é um espectador de um massacre de camaradas russos e membros de movimentos sociais pacíficos como o Taliban. Nem mesmo é possível escolher de que lado o usuário pode combater. À criança ou jovem que utiliza o video-jogo, cabe apenas a tarefa de assassinar deliberadamente bonecos virtuais revolucionários a serviço do sanguinário exército dos Estados Unidos da América.

Em uma das missões, o jogador deve dar suporte aéreo a uma tropa inglesa. A determinado momento, o avião sobrevoa uma área densamente povoada contendo várias residências e uma igreja. Após alguns minutos de calmaria, a voz do rádio manda a ordem de que o exército não estaria autorizado a disparar contra o templo. Fiquei estarrecido diante do televisor. Veja bem, o jogador pode explodir qualquer outro prédio sem qualquer reação por parte da inteligência artificial. Mas caso um único míssil acerte as imediações da igreja, o jogador recebe uma advertência por parte do jogo e é forçado a refazer a missão. Ou seja, a única forma de cumprir a missão é: mutilando e aniquilando qualquer tipo de força revolucionária presente; obedecendo os ideais burgueses religiosos fundamentalistas propagados pelo Partido Republicano estado-unidense. Esta é a falsa liberdade inventada pelos neo-liberais. Como pode o jogador ser livre se não pode bombardear igrejas em paz? E veja que esta seria a primeira ação boa ensinada pelo jogo, uma vez que livre do ópio do povo a população local logo procuraria a emancipação do capitalismo, o grande medo da burguesia.

No Brasil, estes video-jogos não são tão populares quanto lá graças a gestão eficiente de nosso governo. A burocratização e a hiper-tributação são artifícios inteligentes do Estado para diminuir o acesso a essas tecnologias imperialistas, fazendo com que alguns video-jogos cheguem ao Brasil cinco vezes mais caros do que no exterior. Isto é bom, mas poderia ser muito melhor. Os impostos devem ser aumentados cada vez mais, e esta ação deve ser seguida de uma comunização completa intrínseca e extrínseca de tudo que estiver em território brasileiro (incluindo seus habitantes), tendo como base o que já foi feito em nações justas e progressistas como Cuba e Coréia do Norte. Somente assim viveremos o paraíso socialista que tanto sonhamos. Liberte-se do capitalismo. Viva Che!

Elemério Zangu de Piá,
Professor de sociologia da USP

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