Karl Marx e o plano de guerra contra a democracia

“Este documento [Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas], escrito por Marx e Engels, era, como disse Marx numa carta a Engels (13 de Julho, 1851), ‘no fundo nada mais do que um plano de guerra contra a democracia’.” (Leslie R. Page)

Kamaradas,

Hoje farei um breve resumo das proposições fundamentais do programa e das táticas marxistas para destruir a maldita democracia liberal e instaurar uma nova ordem socialista: a democracia proletária.

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Eis a lista:

1) Temos que constituir, ao lado dos democratas oficiais, uma organização do partido operário, autônoma, secreta e pública, nos quais a posição e os interesses do proletariado sejam discutidos independentemente das influências burguesas.

2) Mesmo onde não existe esperança de sucesso, os operários devem apresentar os seus próprios candidatos, para trazerem a público a sua posição revolucionária e promoverem os pontos de vista do partido.

3) O domínio dos democratas burgueses deve conter desde o princípio o germe de sua queda. Para isso, devemos comprometê-los apresentando nossas próprias exigências. É preciso levar os novos governantes a se obrigarem às maiores concessões e promessas. Na medida do possível, o partido deve propor medidas mais ou menos socialistas. O partido deve levar ao extremo as propostas dos democratas e transformá-las em ataques diretos contra a propriedade privada.

4) Devemos obrigar os democratas liberais a intervir em todas as áreas da organização social até hoje existente, a perturbar o curso regular desta, a comprometerem-se a concentrar cada vez mais nas mãos do Estado todas as forças produtivas, toda produção, todo o capital, toda a agricultura, toda a indústria e todo o transporte. A democracia liberal deve ser utilizada como meio para a obtenção de medidas que ataquem diretamente a propriedade privada.

5) Os democratas burgueses ou trabalharão diretamente para construir uma República Federativa ou, pelo menos, se não puderem evitar uma República una e indivisível, procurarão paralisar o governo central mediante o máximo possível de autonomia e independência para os estados e municípios. Frente a este plano, os operários têm não só de tentar realizar uma República una e indivisível, mas também a mais decidida centralização, nela, do poder nas mãos do Estado. O estabelecimento da centralização mais rigorosa é a tarefa do partido realmente revolucionário.
6) Durante algum conflito, os proletários não devem opor-se aos chamados excessos, aos atos de vingança popular contra indivíduos odiados ou contra edifícios públicos que o povo só relembre com ódio. Não somente devem admitir tais atos, mas assumir a sua direção.

7) Temos que armar e organizar todo o proletariado, com fuzis, carabinas, canhões e munições; é preciso opor-se ao ressurgimento da velha milícia burguesa, dirigida contra os operários. Sob nenhum pretexto os operários entregarão suas armas e munições; toda tentativa de desarmamento será rejeitada, caso necessário, pela força das armas.
8) Os operários deverão promover a criação de impostos cujas taxas subam tão depressa que o grande capital (latifundiários, banqueiros, fabricantes e proprietários) seja arruinado; Restrição da propriedade privada por meio de impostos progressivos e altos impostos sobre heranças.

9) Obrigação de trabalho para todos os membros da sociedade até à completa abolição da propriedade privada. Formação de exércitos industriais, sobretudo, para a agricultura. Educação de todas as crianças, a partir do momento em que possam viver sem os cuidados maternos, em estabelecimentos nacionais e a expensas do Estado. Combinar a educação e o trabalho fabril.

10) Lutaremos para transformar a democracia liberal (ou burguesa) numa democracia proletária. Democracia nos dias de hoje é comunismo. As propostas democráticas liberais podem e devem ser incluídas seguramente no cálculo das forças comunistas. Os partidos proletários podem inscrever a palavra “democracia” em suas bandeiras.

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Referências:

Mensagem do Comitê Central à Liga dos Comunistas

The Festival of Nations in London

Princípios Básicos do Comunismo

PAGE, Leslie R.; Karl Marx and Critical Examination of his Works. Londres: Freedom Association, 1987.
PAGE, Leslie R.; Karl Marx and Critical Examination of his Works – Part 2. Londres: Sentinel Publishing, 2000.

Leia também: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA BOLIVARIANA DO BRASIL

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