Estatização imediata dos setores estratégicos da economia

Artigo Revolucionário originalmente publicado no Jornal Opinião Popular, o jornal do POVO.

opiniaopopularNão há no mundo pessoa de bom senso que não defenda que os setores estratégicos devem ser geridos pela força estatal – ou seja, pelo povo. Apenas se incorre em erros ao classificar como não estratégicos alguns setores. A Petrobrás tem (justamente) o monopólio do petróleo no Brasil. De fato o setor energético é estratégico, mas há outro muito mais importante para a sobrevivência da nação em caso de uma conspiração internacional: o setor alimentício.

O Povo é capaz de subsistir sem energia, mas é impossível para Ele sobreviver sem alimentos. O maior problema que enfrentaremos para a estatização do setor alimentício está no congresso. Além do fato de absolutamente todos os nossos deputados serem neoliberais de extrema-direita (fascistas, inclusive), eles ainda são os proprietários (ou seja, eles usurparam do Povo) das terras produtivas para benefício próprio.

A estatização imediata das terras do Povo brasileiro acabará de imediato com dois problemas: o dos sem-terra e o da fome. O primeiro problema é óbvio, mas o segundo, creio (enquanto Povo) que merece uma explicação mais detalhada. Para isso serão usados os seguintes argumentos:

1. O Estado é sempre mais eficiente e justo que o mercado;
2. O Estado não é excludente como o mercado;
3. O Estado é mais representativo que o mercado.

Na verdade, esses três tópicos não são exatamente “argumentos”, mas premissas lógicas irrefutáveis e como tal serão tratadas no curso desta argumentação:

Primeiro, se o Estado é sempre mais eficiente e justo que o mercado (e ele é!), o Estado é mais eficiente e justo que o mercado no setor alimentício.

Segundo, se o Estado não é excludente como o mercado (e não é!), o Estado não exclui ninguém do acesso aos bens alimentícios.

Terceiro, se o Estado é mais representativo que o mercado (e é!), o Estado representa melhor a população enquanto administrador dos bens divididos coletivamente pelo Povo.

Naturalmente, aceitar isso como verdade é um exercício lógico complexo e restrito às mentes mais iluminadas, como as mentes do Povo, e é por isso que os burgueses e conservadores e neoliberais (que são, de fato, um único grupo) são incapazes de compreender a vantagem de se ter uma gerência estatal sobre tudo, regulamentando nossas vidas (e a deles). Por isso é necessário explicar a todos eles (da classe burguesa e cia), à força, se necessário, que o Estado (quando gerido por forças populares, e não por burgueses, como ocorre atualmente em nossa falsa democracia) não falha jamais.

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