A legitimidade do ESTADO – uma argumentação histórico-dialética

Artigo Revolucionário originalmente publicado no Jornal Opinião Popular, o jornal do POVO.

opiniaopopularAqui pretendo explicar os motivos que legitimam a existência de um Estado e porque são os homens que reduzem a liberdade estatal, e não o contrário.

É uma questão de origem histórica, camaradas, que ficará mais clara a partir de agora. Qual dos brasileiros é capaz de dizer que, ao nascer, não existia um Estado anteriormente? E qual pode dizer que não havia um Estado antes mesmo de seus pais ou seus avós? Ninguém no mundo pode afirmar tamanha asneira, o que prova que o Estado existe desde sempre.

É sabido que até as formigas se organizam hierarquicamente, na forma de uma (argh!) monarquia, o que prova que a vida em sociedade, mesmo o mais simples tipo de vida, REQUER a existência de um Estado forte; antes, um Estado forte, anterior, possibilita a existência da sociedade. O homem, ao exigir liberdade, pretende acabar com a liberdade do Estado, podando-lhe os poderes.

O Estado, muito bondoso, permite de bom grado que parte de sua liberdade seja tomada, apesar de ter o direito histórico de até mesmo escravizar a população mundial, que ocupa o seu espaço, bebe da sua água e utiliza dos seus meios para sobreviver.

Devo frisar que dizer “Estado” é o mesmo que dizer “povo” e que, portanto, o povo tem o direito de manter escravas as elites, assim que desejar. Também devo diferenciar “povo” de “população”: povo é de onde emana todo o poder numa democracia legítima, população é quando se coloca, injustamente juntos, o povo e as elites. Dessa forma, o povo tem o poder de, em uníssono, deixar transparecer seu pensamento de classe e restituir tudo o que lhe foi tomado ao longo do tempo e pode, inclusive, fazer uso de força e violência para esse fim.

Por isso, porque o Estado é o povo (não apenas uma representação dele, como se quer fazer parecer por este sistema falido capitalista que hoje vigora), e porque é anterior mesmo à existência humana (como prova a analogia válida com as formigas), ele se legitima por si; sendo esta uma teoria completamente embasada na lógica marxista histórico-dialética, é também irrefutável e, como irrefutável, refuta automaticamente todas as outras teorias, que não passam de imaginação exacerbada e ideologia contraditória.

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