A informalidade e neoliberalismo

Artigo Revolucionário originalmente publicado no Jornal Opinião Popular, o jornal do POVO.

opiniaopopularHoje, após mais um dia de greve no ABC, eu estava voltando para casa, cansado dos protestos, e passei na frente de uma barraca de balas de chocolates de um pequeno comerciante (capitalista) e fiquei pensando em como ele era jogado nesse submundo do mercado pelo neoliberalismo. Se não fosse o neocolonialismo econômico e cultural, ele teria um grande emprego público, estável, com o grande salário que ele merece.

Depois de vê-lo se esforçando para trabalhar, fiquei pensando em como os sindicatos são associações que aumentam os salários dos trabalhadores. Basta que protestemos que ganhamos salários maiores, que os burgueses estavam criminosamente retendo. Se não fossem os sindicatos, eu e meus companheiros estaríamos entregues às garras do livre comércio criminoso e explorativo, como estava aquele comerciante.

Após pensar nisso, decidi pedir uma paçoca ao “vendedor” (decidi usar aspas porque ele não escolheu essa vida sórdida, apenas foi empurrado para ela). O “vendedor” então me mandou escolher entre TRÊS marcas de paçoca. TRÊS. Horrorizado, cheguei à três conclusões, as quais seguem:

1. Seria muito melhor se só houvesse uma marca de paçoca produzida pelo governo (não haveria desperdício);
2. O governo não regula direito as fábricas de paçocas (que devem estar vindo cheias de coliformes fecais);
3. Precisamos de menos liberdade de escolha;
4. O comércio informal tem que ser reprimido.

Acho que essas conclusões são óbvias e acessíveis a qualquer camarada que se disponha a pensar sobre o tema. Obviamente nada disso será feito por nosso governo entreguista e neoliberal.

Artigo Revolucionário publicado em maio de 2006 no Jornal Opinião Popular, o jornal do POVO.

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